Um Coração Empoeirado

UM CORAÇÃO EMPOEIRADO

Certa mãe, desejando que a filha pequena se interessasse pela Bíblia e decorasse alguns versículos, trouxe-lhe sua Bíblia toda empoeirada.

- Filhinha, venha ler um pouco a Bíblia. Pode usar a Bíblia da mamãe. Depois pode ir brincar.

- Mamãe, eu prefiro estudar a Bíblia do vovô, que é mais interessante que a sua.

- Não, minha filha, a minha Bíblia e a do vovô são exatamente iguais. Por que você diz que a dele é mais interessante?

- É porque o vovô está sempre lendo a dele e a sua fica sempre na estante pegando poeira. Por isso acho que a dele deve ter coisas mais interessantes e melhores de se ler – concluiu a criança.

Muitas vezes, os cristãos, por não valorizarem a leitura da Bíblia, passam aos outros a impressão de ser ela um livro comum. Não foi simples para Deus fazer com que hoje pudéssemos tê-la em nossas mãos. Deus usou Sua soberania para fazê-la chegar ao maior número de pessoas possível, não para que estas a usassem como objeto decorativo de estantes, como um livro de belas histórias morais ou um amuleto religioso, mas para que, diariamente, desfrutassem as riquezas de Cristo nela contidas. Uma Bíblia empoeirada indica um coração empoeirado.

Texto extraído da secção "Refletindo" do Jornal Árvore da Vida.

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O ACOLHIMENTO UNIVERSAL

O EVANGELHO E O ACOLHIMENTO UNIVERSAL

Em Romanos 14, vemos outro ponto importante, que é a questão de acolher-nos uns aos outros. Essa lição é essencial na pregação do evangelho, pois, ao sairmos para a obra do Senhor, devemos acolher todos os irmãos. A partir do versículo 1, o Senhor nos revela que existem diversos tipos de práticas entre os irmãos. Enquanto uns comem de tudo, outros só comem legumes. Há aqueles que guardam dias, e também há os que não o fazem, pois consideram iguais todos os dias (v. 5).

A Bíblia, contudo, não se refere simplesmente à comida, bebida ou dias, pois no versículo 17 lemos: "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo". Não são as diferentes práticas que definem o que é o reino de Deus, mas as experiências que temos no Espírito, pois "se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor (v. 8).

No passado cometemos erros, pois acolhíamos somente os que estavam na base da unidade da igreja juntamente conosco. Graças ao Senhor fomos iluminados e nos arrependemos. Dentre as muitas coisas que aprendemos nesses últimos vinte anos, a mais importante é acolher os irmãos.

Não podemos permitir que nossas diferentes práticas e interpretações da Palavra nos impeçam de acolher os irmãos. Se Deus os acolheu, nós também temos de acolhê-los. Quando pregamos o evangelho, precisamos atentar para isso, pois é uma grande lição sobre negar nossa vida da alma.

É possível que encontremos irmãos fundamentalistas que se preocupam em analisar as verdades com a mente; por outro lado, temos os pentecostais que enfatizam os dons espirituais. Mesmo assim, devemos acolher todos os irmãos, pois a Palavra de Deus nos mostra que devemos proceder assim, uma vez que Deus os acolheu, porém não para discutir opiniões com eles.

Devemos seguir as pisadas de Paulo, pregando o evangelho em todos os lugares. Primeiramente devemos cuidar da cidade em que estamos e pregar o evangelho ali. Depois prosseguimos nas cidades ao redor e, quando já não houver mais campo para atuar em nossa região, poderemos ir para outro lugar. Onde Cristo não foi anunciado ainda, devemos anunciá-Lo e acolher todos que se achegam a nós.

Além disso, ao sair para anunciar o evangelho, também encontraremos muitos filhos de Deus, nossos irmãos. Nosso encargo é anunciar-lhes o evangelho da vida a fim de que eles também vejam a necessidade de crescer espiritualmente e se preparar para a volta do Senhor.

Ao fazermos a obra de Deus, não rejeitemos aqueles que adotam formas diferentes de servir ao Senhor, seja quanto ao uso do véu, quanto à dieta que seguem, quanto aos dias que guardam ou qualquer outra prática bíblica, pois Deus os acolheu e nós devemos acolhê-los também. Aleluia!

 

Fonte: Editora Árvore da Vida

AMOR ENTRE OS IRMÃOS

O RELACIONAMENTO DE AMOR ENTRE OS IRMÃOS

O princípio da vida do Corpo é o amor, porque o amor é o fluir da vida de Deus. O tanto de amor que expressamos reflete quanto temos da vida divina. Em Romanos 13:8-9 lemos: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Tudo isso mostra o amor como o fluir da vida.

Leiamos 1 Coríntios 12:31: "Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente". Esse caminho sobremodo excelente é o amor, que é o dom maior: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor" (13:13).

O amor é uma virtude que permanecerá para sempre; ele também é a manifestação de nosso crescimento em vida e aperfeiçoamento na unidade do Corpo de Cristo: "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão" (1 Jo 4:7-21).

O quanto temos amado os irmãos reflete o tanto que temos da vida de Deus. Por isso, na vida da igreja devemos praticar o amor uns para com os outros. A falta de amor é um sinal de falta de crescimento de vida, mostrando-nos a necessidade de negarmos a nós mesmos. Quanto mais crescemos, mais a natureza de Deus é acrescida a nós de forma que, além do amor fraternal, em nós também se expressará o próprio amor de Deus - o amor ágape. Aleluia! Louvado seja o Senhor!

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Ser um Sacrifício Vivo

SER UM SACRIFÍCIO VIVO E CONTÍNUO AO SENHOR

Depois de justificados e reconciliados com Deus, mediante a morte de Cristo, individualmente nos tornamos filhos de Deus. Todavia, além de receber a vida divina, fomos introduzidos no Corpo de Cristo (1 Co 12:3).

No processo de crescimento na vida do Corpo, isto é, na vida prática da igreja, podemos identificar oito pontos em Romanos 12:1-2, que são: consagração, justificação, santificação, reconciliação, renovação, transformação, conformação e glorificação. O primeiro ponto prático na vida corporativa da igreja consiste em oferecer o nosso corpo (v. 1).

Apresentar o nosso corpo por sacrifício a Deus diz respeito à nossa consagração. Por meio do evangelho da graça, unimo-nos a Cristo e já fomos oferecidos a Deus, "mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas" (Hb 10:10). Agora, na vida do Corpo, primeiro oferecemos o nosso corpo como oferta ao Senhor, como uma consagração contínua de nosso ser a Ele.

Quando Paulo diz que esse sacrifício, consagrado ao Senhor, é um "sacrifício vivo", ele aponta para nossa justificação subjetiva. No Antigo Testamento, os animais sacrificados eram oferecidos como sacrifício em lugar do pecador. Hoje, na vida da igreja, oferecemos todo o nosso ser como sacrifício vivo e contínuo ao Senhor. Devemos ter um viver justo, ou seja, ter atos de justiça, agir de acordo com o que Deus determinou (Ap 19:8).

Esse sacrifício, além de vivo, é santo. Isso diz respeito à nossa santificação subjetiva. Como membros do Corpo de Cristo, temos de ser santificados diariamente. Para isso, devemos ter a disposição de oferecer nosso ser como sacrifício, consagrado ao Senhor, assim como o sacerdote colocava a oferta no altar para ser queimada. Precisamos dispor-nos a aceitar os sofrimentos permitidos pelo Senhor até que haja mudança em nossa natureza.

Dessa maneira nosso viver exala um aroma suave, como um sacrifício agradável a Deus. Isso diz respeito à nossa reconciliação com Deus, uma vez que estamos sendo aceitos por Ele em Sua presença, no Santo dos Santos, onde mantemos comunhão íntima com Ele (2 Co 5:18-20). Esse é um serviço racional, pois a reconciliação é resultado da justiça e da santidade de Deus sendo expressas em nosso viver.

Temos também necessidade de renovar nossa mente (Rm 12:2). Sem uma mente renovada, não há como experimentar na vida do Corpo a boa, agradável e perfeita vontade Deus. Somos muito propensos a envelhecer, por isso precisamos ter disposição para renovar continuamente nossa mente.

Para viver a vida do Corpo, também precisamos estar dispostos a nos submeter ao operar transformador do Espírito em cada um de nós. Não há como edificar o Corpo de Cristo com nosso ser natural ou vivendo de maneira isolada. Por isso, enquanto vivemos a vida da igreja, devemos permitir que a vida de Deus opere uma transformação em nossa alma.

À medida que somos transformados pela vida divina em nosso interior, passamos a experimentar a vontade de Deus que é conformar-nos à imagem de Seu Filho (Rm 8:29). Por fim, Sua vontade é que todos que fomos justificados e chamados por Ele sejamos glorificados (v. 30). Quando praticamos Sua vontade, consagrando-nos a Ele, pregando o evangelho do reino de Deus, o evangelho da vida, experimentamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Por isso devemos sempre buscar o crescimento espiritual a fim de sermos renovados na mente e transformados em nosso viver. Por meio do iluminar contínuo na presença de Deus, podemos nos arrepender e, assim, consagrar-nos mais a Ele até sermos conformados ao Seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor!

 

Fonte: http://www.arvoredavida.org.br/ad.php

A Bíblia funciona

A BÍBLIA FUNCIONA

 

Um medico cristão estava lendo sua Bíblia assentado num banco da praça, quando um 
senhor se aproximou e reconhecendo o médico disse:
- Não posso crer que o senhor, com sua cultura, consiga ler e acreditar num livro como 
esse!
- Por quê? Perguntou o médico.
- Por que nem sabemos quem escreveu este livro. Eu não acredito numa coisa que nem sequer saiba quem escreveu.
O medico olhou fixamente para o homem e perguntou-lhe:
- O senhor acredita e usa a tabuada?
- Sim. uso-a freqüentemente.
O senhor sabe quem escreveu a tabuada?
- Não, não sei, respondeu o incrédulo.
- Como é então que o senhor acredita e usa algo que o senhor nem sequer sabe quem escreveu? Perguntou-lhe o médico.
O homem embaraçado teve uma idéia brilhante e respondeu:
- É que a tabuada funciona, e tudo mundo sabe disto.
- Meu amigo, disse o médico, a Bíblia também funciona muito bem. E eu poderia mostrar centenas de pessoas que tiveram suas vidas modificadas pela Palavra de Deus. Seus 
ensinos são vida para quem os coloca no coração.

 
 

Boas Pérolas

 

02 - A ECONOMIA DE DEUS

02 - A ECONOMIA DE DEUS
“O reino dos céus é também semelhante
a um que negocia e procura boas pérolas;
e tendo achado uma pérola de grande valor,
vendeu tudo o que possuía, e a comprou.”
Mateus 13:45-46

 

O Carpinteiro e a Casa

Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu chefe os planos de largar o serviço de carpintaria e construção de casas, para viver uma vida mais calma com sua família. Claro que sentiria falta do pagamento mensal, mas necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu mas, com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matéria prima de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.

Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. "Esta é a sua casa", ele disse, "meu presente para você."

Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora iria morar numa casa feita de qualquer maneira.
Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.

Pense em você como um carpinteiro. Pense na sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente, pois é a única vida que você construirá. Mesmo que tenha somente mais um dia de vida, esse dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade.

A vida é um projeto de "faça você mesmo".
O que poderia ser mais claro que esta frase? Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que fizer hoje.

Parece difícil? Muita responsabilidade? Peça a ajuda a Deus:
"Se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, ele dará porque é generoso e dá com bondade a todos" Livro de Tiago, capítulo 1 verso 5.

Deixar as questões insensatas

DEIXAR AS QUESTÕES INSENSATAS E INVOCAR O NOME DO SENHOR

Nessa semana, vimos que, ao invocar o nome do Senhor, apartamo-nos da injustiça, somos purificados de nossos erros e nos tornamos vasos para honra, santificados e úteis ao Senhor (2 Tm 2:21-22).

Timóteo enfrentou muita oposição dos que não aceitavam o evangelho e pregavam a prática da lei judaica, motivo pelo qual discussões e contendas surgiam entre os irmãos. Foi por isso que Paulo, baseado em sua experiência, recomendou a Timóteo que não discutisse com as pessoas e que repelisse as questões insensatas e absurdas que só engendram contendas (vs. 23-24a).

Em nossos dias, também deparamos com pessoas que gostam de contender e discutir sobre pontos de vista doutrinários. Não é necessário replicar tais questionamentos nem argumentar em resposta a eles. Se o fizermos, a argumentação não terá fim e só haverá mais discussão, como ocorreu com Jó e seus três amigos.

Paulo também enfrentou muita resistência e difamação por parte dos judeus. Certamente essas experiências o ensinaram a não mais discutir, o que o levou a instruir seu jovem cooperador: "Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente" (2 Tm 2:24). Da mesma forma, se porventura tomarmos conhecimento de calúnias a nosso respeito, devemos ser pacientes, "disciplinando com mansidão os que se opõem" (v. 25a). Caso contrário, só causaremos mais animosidade.

Em sua experiência com os judeus, Paulo disse-lhes que o servo do Senhor não deve contender, mas disciplinar com mansidão os que se opõem "na expectativa de que Deus lhes conceda não só arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele, para cumprirem a sua vontade" (v. 25b-26).

Quando invocamos o nome do Senhor, negamos nossa vida da alma e permitimos que a vida divina cresça continuamente até a maturidade, introduzindo-nos no reino milenar para reinar juntamente com o Senhor.

Os judeus também entrarão no reino milenar, como vemos ao examinar a figura do reino no monte da transfiguração, em Mateus 17, que inclui Moisés e Elias. Na era do reino, os judeus ensinarão às nações da Terra como servir ao Senhor, como se aproximar de Deus (Is 2:3; Zc 8:22-23). Paulo, porém, queria levar seus compatriotas a invocar o nome do Senhor, para que, ao crer em Seu nome e em Sua obra redentora, desfrutassem da salvação completa de Deus.

Graças ao Senhor, há uma salvação completa preparada tanto para os judeus como para os gentios, para que todos sejam vencedores e governem a Terra juntamente com Ele. Essa salvação vem por meio de invocar o nome do Senhor. Por isso, devemos prosseguir invocando e pregando o evangelho de Deus. Louvado seja o nome do Senhor!

 

Fonte: http://www.arvoredavida.org.br/

 
 

Witness Lee

Witness Lee

(李常受 Lǐ pinyin: Chángshòu) (Chefoo, 1905 — Anaheim, 9 de Junho de 1997)


Nasceu em Chefoo, Província de Shandong, na China, em 1905. Se tornou um cristão em 1925 e mais tarde sofreu influência do cristão chinês Watchman Nee. Witness Lee mudou-se para Xangai alguns anos depois para trabalhar com Nee. Em 1933, Lee transformou-se num cooperador de tempo integral de Watchman Nee. Na década de 40, como o Comunismo estava avançando na China, Witness Lee foi mandado por Watchman Nee para Taiwan para continuar o ministério de Nee ali. Durante os anos 50, ele trabalhou com Theodore Austin-Sparks, com quem teve conferências em Taiwan em 1955 e 1957.


Em 1948, Lee estendeu o ministério de Taiwan até cidades na Malásia e na Indonésia. Em 1950, o ministério chegou em Manila, em 1957 foi a vez do Japão, em 1958 foi a vez dos Estados Unidos e um ano depois o ministério chegava ao Brasil. Mais tarde, em 1963 o ministério de Lee chegou ao Canadá, em 1965 na Coréia do Sul, em 1970 na Nova Zelândia e Austrália, na Alemanha e na Nigéria em 1971 e em Gana no ano de 1972.


Segundo o testemunho defendido por Witness Lee e Watchman Nee, Deus estaria restaurando suas verdades que durante os anos foram perdidas ou deturpadas e esta restauração começou através de Martinho Lutero e os reformistas e continuou através de Madame Guyon, Conde Zinzendorf, John Nelson Darby, os Irmãos Unidos da Inglaterra, Watchman Nee e ele mesmo. Ele acreditava que uns das principais razões que Deus levantara ele e Watchman Nee foi para restaurar a unidade de todos os crentes em Cristo, e a expressão prática dessa unidade, seria através da prática das igrejas locais (ex.: Igreja em Los Angeles, Igreja em Corinto, etc.) e qualquer igreja fundada fora da base da localidade seria uma facção, uma divisão.


Lee visitou os Estados Unidos em 1958 e 1960. Ele começou a reunir-se com um número de crentes em Los Angeles, San Francisco e Nova Iorque. Em 1962, Witness Lee retornou aos Estados Unidos e fixou sua residência, ajudando mais ainda o estabelecimento da igreja local em Los Angeles. Ele estabeleceu em 1965, a Stream Publishers que depois tornou-se a Living Stream Ministry, em Anaheim, Califórnia que foi um veículo de circulação das mensagens gravadas por ele e por Watchman Nee. Ele ministrou várias conferências, principalmente nos EUA e na Ásia. Witness Lee morreu em 1997, na cidade de Anaheim, sul de Los Angeles, Califórnia.


Obras

Os livros de Witness Lee no Brasil, são publicados pela editora Árvore da Vida, os mais conhecidos são:


Estudos-vida da Bíblia

Livros escritos por Lee que mostram o que, segundo ele, era o encargo de Deus nos livros da Bíblia, mostrando os recursos espirituais desses livros.


Versão Restauração

A Versão Restauração é uma abordagem dos livros da Bíblia estruturada sob quatro itens principais: 1) Esboços (que fornecem uma visão geral de cada livro); 2) notas de rodapé (comentários minunciosos sobre a maioria dos versículos, e compõe a parte mais substancial da obra); 3) referências cruzadas (referências marginais remetendo um versículo a diversos outros, sincronizando-o não apenas a um texto semelhante em outro endereço bíblico, mas, principalmente, ligando a revelação sobre aquele determinado assunto ou palavra); e o texto bíblico propriamente dito, com a proposta de ser mais próximo do original grego. Atualmente, a Versão Restauração do Novo Testamento possui uma edição para Língua Portuguesa dos quatro primeiros livros do Novo Testamento. Em espanhol se encontra uma edição para todo Novo Testamento, e, em inglês, uma edição composta de toda a Bíblia. Tanto a edição em espanhol como a inglesa são publicações do Living Stream Ministry.


Biografia de Watchman Nee

Nesse livro, Witness Lee conta a vida de Watchman Nee e relata sua experiência na época em que conviveu com ele.


A peculiaridade, a generalidade e o sentido prático da vida da igreja

Em tal livro é abordado os aspectos peculiares, gerais e práticos da Igreja, segundo a revelação divina da unidade da Igreja que ele teria recebido.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Witness_Lee

Festas Juninas

Festas Juninas

Introdução

Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas,que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.

Seria as festas juninas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo não pretendemos atacar a religião católica, já que todos podem professar a religião que bem desejarem, o que também é um direito constitucional. mas tão somente confrontar tais práticas com o que diz a Bíblia.


Plágio do Paganismo

Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.

As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí temos uma das procedências do atual nome “festas juninas”.

Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Cristandade comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O romanismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Como o romanismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando também São João. É por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros paises a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas. O curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses).

As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.


Os Evangélicos e as Festas Juninas

Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc?”. É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus!

Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas denominações evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o Carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos. Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões, O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas denominações evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente.

E o que dizer das “igrejas” que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e doces são oferecidos a estes santos -claro que os que comem não são os santos, mas os que participam dela. Este procedimento de "oferecer comida aos santos" é muito parecido aos despachos espíritas nos cemitérios e encruzilhadas; talvez a diferença seja o local da "festa". Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas? O povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o”(lRs 18.21). É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas ativida­des evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus. O simples fato de proibirem as crianças de participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação.


O que diz a Bíblia

Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito. O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.

O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material, O texto bíblico diz o seguinte:

Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).

Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor? Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças. acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tomou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel.

O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro.

Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.

É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:

Onde está o Batista?”.
Ele não está na igreja,
Anda de mastro em mastro,
A ver quem o festeja”.

Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Bamabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, Sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).


Conclusão

Pare e pense: como vimos, todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que os cristãos realmente estão honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele [Amós 5:21-23] , mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas "cristãs" dedicada aos santos?


Abstende-vos de toda a aparência do mal. (1ª Ts 05:22 - ACF)

Vamos fugir do paganismo!


Amém Jesus é o Senhor!

 

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